Ano Litúrgico C | São Lucas

Pintura da Igreja Matriz

Natal do Senhor

"Emanuel! Paz na Terra, glória no Céu!"

10 anos de Pascom Senhora da Saúde

"Ide pelo mundo e anunciai o Evangelho a toda criatura!" Mc 16,15

Palavra do Pastor

 

“Então, é Natal...”

 

Quem já não ouviu, nesse fim de ano, a canção, na voz da cantora Simone, perguntando: “Então, é Natal! E o que você fez?” De fato, fazer-nos tal pergunta é algo muito importante ao concluirmos um ciclo e nos prepararmos para o início de uma nova etapa. Não é por acaso que, no tempo litúrgico do Advento, em preparação para o Natal, somos chamados à conversão, ao arrependimento e à experiência da misericórdia de Deus, a fim de que o próprio Deus mais facilmente nos encontre.

Porém, por ocasião do Natal, não basta nos perguntar sobre o que fizemos. É necessário nos questionar sobre o que vamos fazer. A recordação do nascimento de nosso Senhor não pode ser mera comemoração de uma data histórica. Devemos celebrar, ou seja, recordar e atualizar o mistério da vinda de Deus, feito homem, redescobrindo e aprofundando o sentido da sua presença em nossa caminhada.

Sendo assim, o Natal é oportunidade de expressarmos nossa profunda gratidão a Deus, por nos enviar Jesus, Deus conosco, Emanuel. Esta é a causa de nossa maior alegria, não obstante as dificuldades do momento presente. Celebrar o Natal significa reavaliar o quanto de espaço, em nossa vida, estamos disponibilizando para o Senhor. Viver a dinâmica do Natal é ser manjedoura, presépio, morada de Jesus, partilhando com as outras pessoas a graça de sua presença em nós e conosco.

Se em tantos momentos, sobretudo neste ano tão difícil, em meio à pandemia, ajudamos a espalhar medo, tristeza, revolta, egoísmo, indiferença; celebrar o Natal é acreditar e fazer nossa parte para que os valores ensinados por Jesus sejam mais difundidos e testemunhados.

Então, é Natal! E o que vai fazer? Ou melhor, e o que vamos fazer? Que todos assumamos o compromisso, com o próprio Jesus, Deus humanado, de lançarmos mais sementes de amor, de misericórdia, de empatia, de compaixão, de fraternidade e de esperança.        

 

A você e sua família, deixo meu abraço e bênção, com votos de um santo natal e um 2022 de vitórias, de saúde e de paz.

 

Pe. Carlos Henrique Machado de Paiva - Pároco


 

Artigo Especial

 

A tradição do presépio

 

            Sei que, assim como eu, muitos gostam da época natalina, passam o ano todo esperando por aquele clima de festa, paz, união, família, e claro, por todos os enfeites, todas as luzes, árvores e presentes. Mas, uma linda tradição que tem se perdido, até mesmo porque nós, que tanto amamos os enfeites nos esquecemos, trata-se da tradição dos presépios.

Os presépios deveriam ser o principal "enfeite" desse tempo, pois retomam o verdadeiro sentido da data: o nascimento de Jesus! As imagens são belíssimas e é muito importante contemplá-las para que nossa mente e nosso coração possam entender com mais facilidade aquilo que nos é passado. Então, para entendermos a mensagem do Natal, é importante contemplarmos algo que nos lembre o acontecimento que o gera e, para isso, os presépios dão um grande auxílio.

O primeiro presépio da história foi criado por um santo: São Francisco de Assis, em 1223, e seu objetivo ao montar o presépio em uma gruta, era exatamente facilitar a compreensão sobre o nascimento de Cristo, além de relembrar ao povo deste momento. Alguns anos depois, já na Idade Média, o costume se espalhou por vários lugares da Europa e passou a ser montado nas Igrejas, nas casas de reis e de nobres, e, mais tarde, no século XVIII, as famílias criaram o costume de montá-los em suas casas.

Cada figura do presépio tem seu significado. Desde os animais e os pastores que simbolizam o serviço e a humildade, passando pelos Reis Magos e seus presentes, o ouro o incenso e a mirra, que significam, respectivamente, a realeza, a divindade e o sofrimento e a eternidade, até a própria Sagrada Família, que dá sentido à data. Nossa Senhora e São José, acolhendo o Menino Jesus, dão seu sim a Deus e confiam em Sua Divina Providência, e o próprio Menino Jesus, que nascendo, renova nossa esperança de salvação.

Por fim, é inegável a beleza de cada significado e da tradição dos presépios, então porque cada vez mais está se perdendo?

Que refletindo sobre essa bonita tradição, possamos voltar a trazer para dentro de nossas casas a presença desses símbolos tão especiais e importantes da nossa fé, para que nós e nossa família, possamos, ao olhar o presépio, lembrar que por amor a nós, o próprio Deus se fez menino, se encarnou e sofreu por nós, nos trazendo a vida eterna!

 

Ana Carolina Gonçalves de Melo

Pastoral da Comunicação


 

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