Dom Othon Motta: sinal de santidade para nós!

     Ano passado, o Papa Francisco publicou a encíclica Gaudete et Exsultate (Alegrai-vos e Exultai) sobre o chamado à santidade no mundo atual, que recordava à Igreja a importância e urgência de uma vida santa e coesa, segundo os ensinamentos de Jesus. Essa proposta caminha no cristianismo como meta a ser alcançada por todas as pessoas, independentemente de sua posição eclesial, social, econômica. O próprio Senhor Jesus nos dá um mandato " Sede santos, porque o vosso Pai dos céus é Santo" Mt 5,48.
    No meio de nós, despontam homens e mulheres que nos mostram ser possível atingir esse sublime ideal. São inúmeras pessoas que chegaram à honra dos altares e tantas outras que estão em processo para alcançar essa tamanha graça. E nossa Diocese da Campanha é agraciada por ser um solo tão fecundo em santidade. Com a presença dos beatos, Nhá Chica e Pe. Victor (que estão em processo de canonização) e dos servos de Deus, Margarida Maria (Nossa Mãe) e Dom Othon Motta (que estão em processo de beatificação).
    Por sua vez o Servo de Deus Dom Othon Motta representa os bispos, pastores do Reino de Deus. Eles tem a função de zelar pelo rebanho de Cristo e o conduzir para o Céu, bem como de cuidar da Santa Igreja, de sua preservação e necessidades. Assim foi Dom Othon, homem de profunda integridade, zelo e humildade para com as coisas de Deus.
     Nasceu no Rio de Janeiro, no dia 12 de maio de 1913, filho do Sr. Francisco Basílio da Motta e da Sra. Francelina Motta. Desde menino desejava ser sacerdote e assim ingressou no seminário Arquidiocesano São José no Rio de Janeiro, no dia 30 de março de 1925. Ordenado no dia 12 de janeiro de 1936, exerceu as funções de pároco, vigário, professor e orientador espiritual no seminário e membro do cabido daquela arquidiocese. Foi no pontificado de Pio XII nomeado bispo, para ser bispo titular de Urzita e bispo auxiliar Dom Justino, arcebispo de Juiz de Fora. Sua Sagração Episcopal foi no dia 24 de maio de 1953, no dia de Pentecostes. Em Juiz de Fora escreveu inúmeras cartas, sobre variados temas, até mesmo sobre a incompatibilidade do espiritismo com a fé cristã. Depois retornou para ser bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro no ano de 1956. Mas foi em 1959 que veio para a Diocese da Campanha como bispo Coadjutor de Dom Inocêncio Engelke e posteriormente como o bispo diocesano.
    Nessas terras ele é conhecido por sua docilidade e pelo seu espírito caridoso. Homem íntimo de Deus que ajudou muitas pessoas, com assistência material e espiritual. Despojado de si encantou toda Diocese com sua ternura e pastoreio à exemplo do Cristo, o Bom Pastor. Conta -se que ele ficava no Palácio Episcopal distribuindo balas para as crianças e donativos aos pobres e chegava até mesmo doar coisas suas para as famílias carentes. Com fama de santidade tornou-se intercessor das senhoras grávidas e é narrado que algumas que estavam com dificuldades de engravidar ele rezava e elas conseguiam conceber seus filhinhos. Só uma pessoa íntima de Deus é capaz de realizar tais feitos em seu Nome. Dom Othon faleceu no dia 04 de janeiro de 1985 aos 71 anos. E em 2015 a Diocese da Campanha abriu oficialmente o processo de beatificação. Para isso é preciso de constatar um milagre por meio de sua intercessão. Por isso, peçamos que Dom Othon olhe por nós e nossas famílias!
    Dom Othon nos prova que a santidade é possível. Que Deus dá as virtudes e graças necessárias para aqueles que se determinam por Ele. Não tenhamos medo, o Senhor caminha conosco e espera nosso sim!

José Daniel Coutinho Silva
Membro da Comunidade Evangelizadora Magnificat