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Quem foi Cônego José Ramos Leal?

 

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ascido no lugarejo São Domingos, limite de São Gonçalo do Sapucaí e Campanha,MG, no dia 19 de novembro de 1916. Foi batizado na Paróquia de São Gonçalo do Sapucaí. Filho do Sr. Joaquim Ramos Leal e de D.ª Filomena de Souza Ramos. Crismado por S. Ex. D. João de Almeida Ferrão, em Campanha, MG, aos 24 de setembro de 1922. Entrou para o Seminário Menor, em Campanha, no ano de 1931, onde cursou Humanidade. Terminado o curso preparatório em 1935, foi, no ano seguinte para Mariana, MG, onde terminou os estudos Filosóficos e Teológicos, em 1941. Recebeu, conferidas pelo Exm° Sr. Bispo Dom Frei Inocêncio Engelke, em Campanha a Prisma Tonsura, em 4 de dezembro de 1938, as Ordens Menores, em 3 a 8 de dezembro de 1939, o Subdiaconato em 8 de dezembro de 1940, o Diaconato, em 9 de fevereiro de 1941 e o Presbiterato, em 7 de dezembro de 1941. Cantou a Primeira Missa, com assistência Pontifical no dia seguinte, em Campanha.

Em seguida, foi designado para trabalhar em Caxambú, sendo logo após, enviado para Soledade de Minas, onde permaneceu durante três anos, como Pároco.

Em março de 1946, foi nomeado Vigário de Lambari, MG, onde trabalhou até dezembro de 1989.

Tomou posse, como Pároco de Lambari, em março de 1946, sendo também Coadjutor do Padre Antônio de Lemos Barbosa.

Sua missão de início, em Lambari, foi construir a nova Igreja Matriz e a Casa Paroquial.

A primeira Missa rezada, nesta Igreja, foi em 15 de agosto de 1952, no dia da Padroeira "Nossa Senhora da Saúde".

Organizou o Congresso Eucarístico Diocesano, de 13 a 19 de junho de 1955, quando foi feita a Sagração do Novo Templo.

Seus irmãos:

- Irmã Maria Leal – da Congregação "Filha da Caridade de São Vicente de Paula".

- Irene Ramos Leal

- Lina Maria da Conceição Leal

- Maria Aparecida Leal

- Hugo Ramos Leal

- Mercedes Ramos Leal

- Alice Ramos Leal

- Judith Ramos Leal.

Deixou 22 sobrinhos.

Foi um Sacerdote de grandes virtudes. Soube cuidar da vida espiritual de seus paroquianos, sendo muito preocupado com a Catequese e a formação religiosa do povo. Sempre muito humilde, nada de grandeza e ostentação; deixava que as pessoas percebessem os seus dotes espirituais e quando se dirigia aos paroquianos, sempre deixava um ponto de indagação, para que a própria pessoa se auto-avaliasse. Puxava pela reflexão da pessoa quer nas conversas particulares, quer em reuniões de Catequese, nas Equipes Paroquiais, ou para Professores, nas Escolas, saindo sempre com um pequeno sorriso enigmático para todos.

Era autêntico, cumpridor de ver, metódico, pontual, desprendido. Era zeloso em usar o dinheiro doado pelos paroquianos. Sempre prestava contas de tudo, publicamente.

Tinha uma preocupação constante de não deixar o povo sem assistência religiosa, principalmente o santo sacrifício da missa. Caso fizesse uma viagem, vinha correndo para celebrar a missa. Foi professor de Filosofia e de Sociologia, durante vários anos, no Colégio Estadual de Lambari.

Fez curso de Atualização do Concílio do Vaticano II, em S. João Del Rei, MG.

Atendia, nos bairros do município, com missas dominicais e assistência individual. Organizava, nos bairros, equipes iguais às da Paróquia local, de acordo com a Renovação do Concílio do Vaticano II.

Na hora das refeições, era o momento em que o povo procurava, pois sabia que o encontrava. Ele deixava a refeição e recebia a pessoa, na sua aflição, nos seus problemas particulares, sem nunca preocupar consigo próprio.

Fez batizados e casamentos, sendo que viu passar diante de si, umas três gerações.

Em sua infância desde pequeno, já brincava de celebrar missa.

Em sua casa, havia um pequeno arbusto, conhecido como "Pé de Conta-de-lágrima" e ele cuidadosamente colheu as contas, separou as mais perfeitas, iguais e fez um terço, muito bem feito, para cada irmão, sendo que este presente, agora uma relíquia para cada um da família, todos ainda possuem, não tendo rebentado nunca, nenhuma das contas.

Deixa, em Lambari, três colegas de estudo, que foram testemunhas constantes de seus trabalho espiritual, catequético e humanitário.

Sua mãe faleceu em 15 de janeiro de 1964. Ele custou a se recuperar deste triste acontecimento.

Antes de o pai falecer, ele celebrou uma missa festiva, em família, na sua casa paterna, comemorando os 88 anos de seu pai, em 9 de maio de 1975, em Campanha, à Rua Evaristo da Veiga, n° 495.

Cônego José ramos Leal, foi um grande devoto de S. Camilo de Lellis e sempre dizia: "Este santo nunca deixou um pobre sai de sua casa, sem levar alguma coisa"; e sempre procurava imitá-lo.

Ele deixa uma Paróquia bem organizada, com uma vida religiosa da população, muito bem cuidada.

Atendia diariamente o povo, no confessionário e em particular.

Visitava doentes e famílias enlutadas. Sempre se fazia presente, socialmente.

Sofreu enfarto, foi operado e em 1987, colocadas três pontes safenas. Continuou seus trabalhos, recuperando aos poucos sua saúde; mas suas forças demonstravam decadência física.

Foi novamente hospitalizado, recebendo as melhores atenções médicas e do povo. Recuperou novamente, chegando a celebrar com a ajuda do padre Messias da Silva Mendes, seu Coadjuntor.

Em seguida, sua doença se agravou, voltando a ser hospitalizado, em Varginha – MG onde foi operado, no Hospital Regional.

Seu falecimento ocorreu às 14h20 horas do dia 10 de maio de 1990, quarta-feira, naquele hospital, com 74 anos, constando no atestado médico: insuficiência respiratória aguda e insuficiência cardíaca.

O corpo foi levado para Lambari, onde foi velado na Igreja Matriz, durante toda noite.

No velório, várias missas foram celebradas e muitas orações foram feitas. Foi decretado luto oficial.

No dia seguinte, às 10h, foi realizada a concelebração da santa missa de corpo presente com a presença de três bispos. D. Tarcísio Ariovaldo do Amaral (de Campanha), D. Roque Opperman (de Campanha), D. José Costa Campos (de Pouso Alegre) e mais os padres de 53 paróquias.

Todo o povo da cidade estava presente, bem como os familiares e pessoas das cidades vizinhas.

Foi sepultado no cemitério municipal junto a seus fiéis, conforme deixara escrito ser seu desejo.

Cônego José Ramos Leal deixou grande lacuna, pois sua presença era marcante entre seus colegas sacerdotes, familiares e todo povo desta Igreja particular de Campanha.

 
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