Ano Litúrgico B | São Marcos

Vitral da Igreja Matriz

Ano Jubilar - 170 anos

Com Maria, uma Igreja da acolhida, do serviço e da comunhão!

Ano Josefino

De 8 de dezembro de 2020 a 8 de dezembro de 2021 | Ano dedicado a São José

Palavra do Pastor


 

PÁSCOA E PANDEMIA

 

 Quando do início da pandemia no Brasil, ouvíamos, várias vezes, as autoridades em saúde, os governantes e a mídia prevendo o pico da doença. O tempo foi passando, algumas regiões tiveram períodos críticos, mas o temido pico não chegava. Contudo, depois de muitas flexibilizações, com o início da imunização com vacinas anti-Covid e com um verdadeiro relaxamento da população quanto à prevenção, chegamos à fase mais crítica da pandemia. Assistimos a um verdadeiro caos e colapso do sistema de saúde, em todo o nosso Brasil. Infelizmente, vivenciamos mais uma Semana Santa sem a participação dos fiéis nas celebrações litúrgicas. Mas, a nossa tristeza foi ainda maior que no ano passado, por vermos tantos conhecidos nossos derrotados pela Covid-19, por sabermos de tantos que se encontram aguardando vagas nos hospitais, pelo perigo iminente de faltar oxigênio, medicamentos para intubação e outros insumos, pela exaustão dos profissionais de saúde, pela politização da pandemia. Não bastassem essas estações do caminho de cruz desta fase, temos que conviver com negacionismos, falta de empatia, irresponsabilidades, indiferenças, egoísmos, pobreza, desemprego e tantos outros flagelos. O calvário se atualiza.

Diante de tudo isso, como celebrar a Páscoa? Como dar o grito de “Aleluia” mais vibrante pela ressurreição de Jesus? Como irradiar alegria e júbilo, num momento tão dramático e triste? Tal questionamento me fez pensar e rezar muito. Há alguns dias, conversando com um padre amigo, ele disse o seguinte: “Para mim, essa Páscoa não é a Páscoa da Alegria, mas sim, a Páscoa da Esperança”! Creio que ele tenha razão. Se Páscoa é ressurgir, renovar, precisamos vivê-la intensamente buscando fortalecer a esperança. Esperança de que tudo isso vai passar. Esperança de que sairemos melhores depois dessa crise. Esperança de que, mesmo com tantas decepções, podemos ainda acreditar na humanidade.

E esta esperança é sólida, é concreta, porque se fundamenta numa grande verdade de nossa fé, na maior de todas as nossas certezas: o Crucificado ressuscitou! Onde não havia qualquer lampejo de vida e de luz, Deus fez brilhar sua glória e poder. Onde só reinavam a injustiça e o ódio, Deus derramou sua misericórdia e compaixão. Onde o pecado gritava forte, a graça de Deus se manifestou muito mais intensamente. Os que permaneceram na esperança, puderam se alegrar efusivamente ao se encontrarem com o Ressuscitado. Do mesmo modo, permanecendo na esperança, acreditamos que, em breve, e, se Deus permitir, o mais breve possível, experimentaremos a maior de todas as nossas alegrias: alegria por vencermos a morte, o medo, a insegurança, a distância, o inimigo invisível e tantos males que nos rodeiam. Alegria por entendermos o que realmente é essencial e importante em nossa vida. Alegria por sabermos que a fé no Ressuscitado ultrapassa as paredes do templo e nos faz pessoas verdadeiramente novas. Assim, a Páscoa se atualiza. 

Seja, nesta pandemia, nossa Páscoa, a Páscoa da Esperança. Ousemos perseverar na fé. Esforcemo-nos para não desistir, nem desanimar. Não nos esqueçamos: Cristo vive e está no meio de nós! 

Meu abraço fraterno e minha bênção a você e sua família!

 

Pe. Carlos Henrique Machado de Paiva

Pároco

Artigo Especial

CONFIEMOS NA MISERICÓRDIA. SEJAMOS MISERICORDIOSOS

 

       O segundo domingo da Páscoa, a pedido de Jesus, é dedicado à sua Divina Misericórdia. Nesse dia, nós lembramos as revelações particulares feitas pelo Senhor à religiosa polonesa Faustina Kowalska. No início do século XX, sobretudo no período entre as duas grandes guerras, Jesus aparece a essa religiosa, hoje canonizada, e lhe revela o insondável oceano de sua misericórdia, “ultima tábua de salvação” oferecida à humanidade, tão longe de Deus.

As revelações feitas pelo Senhor à santa Faustina foram consignadas, por ela, num diário, hoje traduzido em vários idiomas ao redor do mundo. Numa dessas aparições, Jesus mandou Santa Faustina pintar uma tela, onde se vê raios azuis e vermelhos saindo de seu peito aberto. Segundo o Senhor, representam o sangue e a agua derramados na cruz, fonte de misericórdia para todos os pecadores que confiam nele. Embaixo, sob os pés chagados de Jesus, se lê a inscrição: “Jesus, eu confio em Ti”.

Tal revelação veio confirmar aquilo que a Igreja, ao longo dos séculos já vivia nesse domingo em sua liturgia. O segundo domingo da Páscoa era chamado de Domingo “In Albis”, ou seja, quando os catecúmenos, batizados na Vigília Pascal, depunham a veste branca do batismo e iniciavam o “tempo da mistagogia”, ou seja, tempo de se aprofundar na vivência da fé cristã abraçada no Batismo, confirmada na Crisma e alimentada pela Eucaristia.

Essa experiência das primeiras comunidades serve de chave de leitura para vivermos bem, não somente a devoção à Divina Misericórdia, mas a mesma em nossas vidas. “Dai graças ao Senhor porque ele é bom: sua misericórdia é para sempre” (Sl. 117,1). A misericórdia de Deus perpassa a nossa vida e, em todos os momentos e acontecimentos, Jesus nos mostra suas chagas e nos dá o perdão, como fez com os apóstolos e, sobretudo, com São Tomé. Precisamos confiar mais na presença viva do Senhor em nosso meio. Ele deseja entrar em nossas vidas e nos dar a paz. Confiar nele é caminhar com segurança, sabendo que sua misericórdia não nos falta.

Todavia, a experiência da Misericórdia Divina não pode ser restringida a uma devoção ou mero sentimentalismo, mas uma adesão pessoal em ato de fé no amor do Senhor, que o levou à cruz por nós. Confiar em Deus é, não nos entristecermos com a gravidade dos nossos pecados, mas buscá-lo confiantes no Sacramento da Reconciliação, crendo que Ele nos perdoará. Confiar em Deus e na sua misericórdia é vivê-la, também, com os irmãos e irmãs. Papa Francisco ressaltou esse dado, em sua homilia, na missa do segundo domingo da Páscoa de 2021, na basílica do Divino Espírito Santo, in Sássia, Roma. O pontífice disse em sua homilia que fazer a experiência da Divina Misericórdia tem que nos motivar a tocar nas chagas de Jesus, nas pessoas doentes, famintas, solitárias e pobres, não sendo indiferentes aos seus sofrimentos. “Nós, que tantas vezes recebemos a sua misericórdia, sou misericordioso com os outros?”... “Não vivamos uma fé pela metade, que recebe, mas não dá, que acolhe o dom, mas não se faz dom. Recebemos misericórdia, tornemo-nos misericordiosos”. Esse é o sentido profundo não só dessa festa, mas de toda a fé Cristã. “Bem-aventurados os misericordiosos, pois eles alcançarão Misericórdia” (Mt. 5, 7). Que Deus nos abençoe. Um abraço de Feliz Páscoa para você, querido leitor, e toda a sua família!

           

Pe. José Procópio Júnior

Vigário Paroquial

 

AVISOS PAROQUIAIS

 

 

 

 

 

Não foi encontrado nenhum evento hoje!

Dias e Horários de Missas e Atendimentos em nossa Paróquia

Em obediência ao decreto estadual que impõe,

para os próximos dias, medidas mais restritivas para as

atividades em geral, comunicamos aos nossos paroquianos que:

 

- até dia 31/03/2021, estão suspensas todas as celebrações e

missas presenciais, reuniões, momentos de oração em grupo,

atendimentos, cursos, na Igreja Matriz e nas comunidades urbanas e rurais;

 

- as celebrações serão transmitidas pela página da Paróquia no

Facebook e pela rádio Transmineral:

de segunda a sábado, às 18h;

no domingo, às 7h e às 18h.

Fale Conosco

Últimas Notícias

Ver Todas as Notícias