Ano Litúrgico B | São Marcos

Vitral da Igreja Matriz

Ano Josefino

De 8 de dezembro de 2020 a 8 de dezembro de 2021 | Ano dedicado a São José

Palavra do Pastor

 

A alegria do amor nas famílias

 

Sem dúvidas, a pandemia da Covid-19 afetou direta, incisiva e intensamente a vida de cada uma de nossas famílias. Para além da crise econômica e sanitária, os relacionamentos no seio da família foram abalados das mais diversas formas. Mas, não queremos aqui falar de tudo isso que já experimentamos, ouvimos e sabemos muito bem, que são as dificuldades enfrentadas nesse contexto.

Precisamos também reconhecer que, neste momento tão difícil que estamos vivendo, existem muitos testemunhos de perseverança, resistência e, até mesmo, de conversão. A experiência do isolamento, de ter que permanecer mais tempo em casa, obrigou muitos lares a reconstruírem seus laços, a reaprenderem a arte da convivência e a edificarem verdadeiras Igrejas domésticas em suas casas.

Por isso, nesse ano de 2021, nesse mês de agosto, a Semana Nacional da Família (de 08 a 14 de agosto) nos convida a refletir sobre “A alegria do amor nas famílias”. O tema é inspirado no chamado do Papa Francisco, que conclamou toda a Igreja a celebrar o Ano da Família (de 19 de março de 2021 a 26 de junho de 2022), marcando os cinco anos de publicação da Exortação Amoris Laetitia (A alegria do amor) e preparando o X Encontro Mundial das Famílias (Roma, junho de 2022).

Assim, somos todos convidados, não somente a pensar nesses eventos, mas a repensar o modo como concebemos a família e como estabelecemos nossa convivência com aqueles mais próximos de nós.

Precisamos experimentar que a família é sim, lugar de aconchego, de afeto, de cuidado. A família, mesmo com seus desafios, é onde podemos vivenciar e cultivar o amor mais profundo, verdadeiro e gratuito. Se a pandemia evidenciou o quão frágeis somos e o quão rapidamente podemos partir ou perder os que amamos, precisamos aprender a valorizar mais cada dia que temos e cada pessoa com a qual podemos conviver.

Que nós sejamos capazes de proclamar a alegria de vivermos o amor em nossas famílias. Que neste momento tão terrível, sejamos arautos de esperança, mostrando ao mundo que ainda vale a pena acreditar, lutar e viver o amor, particularmente em nossos lares. Que a Sagrada Família de Nazaré nos inspire, para que, na simplicidade do cotidiano de nossas casas e da convivência familiar, contemplemos o mistério grandioso de amor de um Deus que deseja a nossa salvação.

 

Pe. Carlos Henrique Machado de Paiva - Pároco


 

Artigo Especial

 

O que todos os Santos tiveram em comum?

 

Ser santo é assemelhar-se a Cristo. Para isso é preciso conhecê-Lo, tratá-Lo e amá-Lo na oração e ao longo de todo o nosso dia. Foi esse o caminho percorrido por todos os santos que nos precederam. Trata-se de uma prática compatível a qualquer pessoa, independente de sua vocação ou de outras circunstâncias da vida.

Confira aqui três importantes motivos para meditar a vida de Cristo, com base nos conselhos de grandes santos:

 

1. Conhecer Cristo para amá-Lo

Santo Afonso Maria de Ligório escreveu: "Jesus é amado por poucos, porque poucos são os que meditam nas penas que por nós sofreu; quem, porém, medita-as com frequência, não poderá viver sem amar a Jesus: sentir-se-á de tal maneira constrangido por seu amor que não lhe será possível resistir e deixar de amar a um Deus tão amante e que tanto sofreu para se fazer amar." 

Se desejamos amar a Cristo e encontrá-lo em nossos pensamentos com recordações enamoradas, devemos frequentemente meditar os acontecimentos de sua vida. Meditar a vida de Cristo é portanto um gesto de enamoradosAquele que ama tem sempre o pensamento posto na pessoa amada. Recorda com doçura seus gestos, suas palavras e todos os pormenores de seu agir.

Nesse sentido, São Francisco de Sales recomendava "propor à nossa imaginação a essência do mistério que queremos meditar, como se realmente e de fato se desenrolasse na nossa presença. Por exemplo, se queres meditar em Nosso Senhor crucificado, imaginarás estar no Calvário e que vês tudo o que se faz e se diz no dia da Paixão."

 

2. Viver na presença de Deus

Cristo não está longe. Pelo contrário, Ele deseja dividir todas as alegrias e penas do nosso dia a dia. Mas quando não temos um encontro cotidiano com Ele na oração, esquecemos de Sua presença, de Seu amor e de Seus ensinamentos. A frequente meditação da vida de Cristo nos mantém na presença de Deus e nos dá a paz e a clareza necessárias para agir.

Ao falar sobre a vida de Cristo, São Josemaria dizia "é preciso que a conheçamos bem, que a tenhamos toda inteira na cabeça e no coração, de modo que, em qualquer momento, sem necessidade de livro algum, fechando os olhos, possamos contemplá-la como num filme, de forma que, nas mais diversas situações da nossa existência, acudam à memória as palavras e os atos do Senhor." Meditar os Evangelhos e bons livros que narrem a vida de Jesus é o combustível necessário para avivar nossa imaginação e nos colocar na adorável companhia de Cristo ao longo do dia.

 

3. Ver os acontecimentos da vida com clareza

Muitas vezes nosso coração está tumultuado com preocupações, afazeres ou sofrimentos que nos acometem. Podemos passar pelos acontecimentos de cada dia submetendo-os ao nosso limitado entendimento, ou podemos iluminar nossa compreensão ao imitar Cristo em nossos afetos e ações. No clássico "Imitação de Cristo" lê-se "Cristo nos exorta a imitar a sua vida e costumes, se verdadeiramente queremos ser iluminados e livres de toda cegueira do coração. Meditar na vida de Jesus seja, pois, o nosso principal empenho."

 

Ao meditar a vida de Jesus e procurar imitar suas virtudes, somos constantemente iluminados para cumprir melhor a vontade de Deus nas circunstâncias da nossa vida, tanto naquelas grandes e decisivas, como nas corriqueiras e de menor importância material, pois se agimos por Deus, todas têm o mesmo valor sobrenatural.

           

Texto: Cultor de Livros.


 

AVISOS PAROQUIAIS

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Dias e Horários de Missas e Atendimentos em nossa Paróquia

Em obediência ao decreto estadual que impõe,

para os próximos dias, medidas mais restritivas para as

atividades em geral, comunicamos aos nossos paroquianos que:

 

- até dia 31/03/2021, estão suspensas todas as celebrações e

missas presenciais, reuniões, momentos de oração em grupo,

atendimentos, cursos, na Igreja Matriz e nas comunidades urbanas e rurais;

 

- as celebrações serão transmitidas pela página da Paróquia no

Facebook e pela rádio Transmineral:

de segunda a sábado, às 18h;

no domingo, às 7h e às 18h.

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