Ano Litúrgico B | São Marcos

Vitral da Igreja Matriz

Ano Jubilar - 170 anos

Com Maria, uma Igreja da acolhida, do serviço e da comunhão!

Ano Josefino

De 8 de dezembro de 2020 a 8 de dezembro de 2021 | Ano dedicado a São José

Palavra do Pastor

 

Do lado de cá...

 

19 de março de 2020: uma data marcante em nossa história recente. Foi, nesta data, nossa última celebração antes do início da quarentena, por conta da pandemia. Ainda me lembro de dizer, ao comunicar o fechamento da Igreja, que iríamos adotar aquelas medidas para que pudéssemos retornar para as celebrações da Semana Santa: ledo engano! Continuidade da Quaresma, Semana Santa, mês de Maria, comemoração dos 170 anos da Paróquia: tudo foi celebrado sem a presença de fiéis...

Por muitos dias, a Igreja Matriz ficou fechada até mesmo para a visitação. Somente uma imagem, de São Sebastião ou da Virgem Maria, ficava junto à porta principal, diante da qual os que passavam pela praça faziam suas preces. Para as missas transmitidas via rádio ou internet, sempre o mínimo de pessoas, buscando-se evitar circulação, contato e deslocamento de nossos fiéis.

Diante de tudo isso, várias reações: de compreensão, daqueles que, tomando consciência da gravidade da situação, acolheram as necessárias decisões; de indiferença, daqueles que, há muito, já não consideravam importantes a fé, a vivência religiosa e a participação na Igreja; de tristeza e de angústia, dos que sempre encontravam, na Igreja, o alento, o conforto, a luz e a força para seguirem suas lutas; de revolta por não concordarem com as medidas adotadas; de críticas e de reclamações, marcadas pelo desconhecimento das orientações de instâncias superiores que deveríamos acatar.

Infelizmente, foi bem menor o número daqueles que manifestaram preocupação sobre como estavam seus padres. Não se trata aqui de lamuriar, mas simplesmente partilhar que, do lado de cá, também não foi nada fácil. Quando todos estiveram mais junto aos seus familiares, não podíamos mais encontrar os nossos. Quando todos precisavam de palavras de esperança e de apoio, éramos nós que tínhamos que olhar para uma igreja cheia de bancos vazios e dizer aos outros aquilo que nós também necessitávamos ouvir.

Lembro-me ainda, com muita intensidade, da celebração do Domingo de Ramos. Como foi difícil conter as lágrimas ao fazer um processional sem nosso povo para erguer seus ramos e aclamar o Senhor. Como cortava meu coração, olhar para um neo-sacerdote, nosso vigário paroquial, Pe. Leandro, vivendo sua primeira semana santa como padre, nessas condições. Por outro lado, como foi revitalizante, realizar nossas peregrinações com Maria e com o Santíssimo Sacramento. Que emoção, ao reencontrar, mesmo à distância e com máscaras, nosso amado povo, nosso rebanho.

Do lado de cá do altar, haurimos muitas forças para não desistir, aprendemos muito a olhar para nossos irmãos e irmãs, especialmente os que sofrem muito mais do que nós. Do lado de cá, prosseguimos na fé e na esperança, contando com a compreensão e ajuda dos nossos irmãos e irmãs, sobretudo porque mesmo com o retorno da participação dos fiéis nas missas, as restrições e os cuidados precisam ser mantidos. Do lado de cá, agradecemos aos que, de um modo ou de outro, mesmo que não soubéssemos, foram solidários conosco e expressão do cuidado e do carinho de Deus. Do lado de cá, nosso pedido de perdão pelas falhas na gestão dessa situação, e, sobretudo, nossa expressão de comunhão e empatia com os mais necessitados, e nossa sincera gratidão aos irmãos e irmãs, companheiros de luta e caminhada.    

Nosso abraço e nossa prece, na esperança de dias melhores, com saúde e paz.

 

 

Pe. Carlos Henrique Machado de Paiva

Pároco

Artigo Especial

Esperança. A virtude menor, mas a mais forte

 

“E a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. (Rm 5,5)

            Estimados irmãos e irmãs, quantos são os momentos em nossas vidas em que nos encontramos em situações desafiadoras. Por vezes, nos deparamos com tantos reveses, tantas contrariedades e circunstâncias inesperadas que insistem em nos impedir de enxergar um caminho a seguir. Esta vida, muitas das vezes, nos parece austera e rígida demais. O ano que há pouco se findou foi um tempo difícil e doloroso para a vida humana. Não esperávamos que o mundo inteiro ficaria doente, que nos encontraríamos em meio a uma pandemia. Um triste cenário, que víamos apenas em filmes, tornou-se real. Foi um ano em que a humanidade se viu desprotegida de um inimigo oculto, mas de grande força. Uma força tão mortal, capaz de ceifar a vida de inúmeras pessoas. Um ano em que os sorrisos foram quase inexistentes e, quando apareciam, ficavam escondidos por de trás de máscaras. Foi preciso que aprendêssemos a sorrir com os olhos. Um ano em que, para muitos, amar significou estar distante. Acabamos de adentrar em um novo ano civil. Momento que nos remete ao novo e que sempre nos proporciona um sentimento de felicidade por esperar do novo tempo que se inicia, grandes realizações. Entretanto, sabemos que a pandemia não chegou ao fim. Iniciamos este novo período de uma forma diferente. De que maneira podemos nos abrir à espera por algo novo e melhor em dias tão conturbados para a vida humana?

            Creio que a palavra apropriada para este momento seja “esperança”! Mais do que um sentimento nobre que nos leva a acreditar em algo melhor para nossas vidas, a esperança é uma virtude teologal. Ou seja, uma virtude proveniente do próprio Deus. Pelo batismo, nos é infundida a graça santificante e o Espírito Santo se torna presente em nós, fundamentando assim, as três virtudes teologais: fé, esperança e caridade.

            O Papa Francisco nos diz que “a esperança é luz que vence as trevas”. E também salienta que “a esperança nos faz entrar na escuridão de um futuro incerto para caminhar na luz”. Neste contexto, podemos claramente perceber a esperança em um grande acontecimento que há pouco celebramos: o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Um trecho marcante do livro do profeta Isaías diz assim: “O povo que andava na escuridão viu uma grande luz”. (Is 9,2). Esta luz é Jesus! Quando Jesus veio ao mundo, seu povo enfrentava grandes dificuldades. E nós somos este mesmo povo. Povo de Deus, a Sua Igreja. Se nos vemos em meio a uma tribulação, devemos abrir nossos olhos e contemplar esta luz! Não podemos desacreditar! A pandemia da Covid-19 evidencia nossa fragilidade enquanto seres viventes. Somos sim, muito pequenos e frágeis. Ao ponto de ficarmos indefesos contra um adversário tão pequeno quanto nós. Tão pequeno que nem podemos enxergá-lo. Porém, com um ensinamento de Santa Teresinha do Menino Jesus, doutora da Igreja, aprendemos que é na pequenez que somos grandes e agradáveis aos olhos de Deus. Compreendendo este bonito ensinamento, podemos relembrar aqui uma pequena e bela história contada pelo Papa Francisco na homilia da Missa do Galo de 2019:

            Sabemos que no nascimento de Jesus, os pastores acorriam até a gruta de Belém para contemplar a chegada do Deus Menino. Conta-se que estes pastores ofereciam a Jesus todos os dons que possuíam ali. Alguns doavam algo precioso, outros o fruto do trabalho do dia. Enfim, procuravam oferecer de coração algo que pudesse ser de valia para o Menino e para seus pais. Porém, dentre os pastores, havia um que não tinha nada. Era muito pobre. E percebendo que, diferente de seus companheiros, não tinha nada para ofertar, sentiu vergonha e ficou num canto à parte, apenas observando com atenção cada movimento da pequena criança que acabara de chegar ao mundo. Em um certo momento, São José e Nossa Senhora sentiram dificuldade em receber todos aqueles dons que os pastores ofereciam com grande generosidade. Especialmente Maria que segurava em seus braços o Menino. Então, vendo de mãos vazias aquele pastor, a Mãe pediu que ele se aproximasse e, assim, colocou-lhe nos braços Jesus. Ao receber Jesus em suas próprias mãos, aquele pastor se deu conta de que segurava o maior dom da história. Suas mãos que estavam sempre vazias tornaram-se o berço de Deus. Experimentou do amor de Deus através da ternura e delicadeza de uma criança. E, superando a vergonha, começou a mostrar Jesus a todos, pois sabia que não podia guardar apenas para si o mais precioso de todos os dons.

            Irmãos e irmãs, assim como o pobre pastor da história, precisamos reconhecer que possuímos dentro de nós o maior de todos os tesouros. É Ele que nos fortalece! Acolhemos o Senhor em cada Eucaristia celebrada. Esta deve ser nossa esperança! Que imitando o gesto do pastor, possamos apresentar também aos irmãos que estão à nossa volta esta esperança. Temos a Jesus! Tenhamos, então, esperança!

            Termino este texto com um pequeno trecho da Carta aos Hebreus: “A esperança, com efeito, é para nós como uma âncora, segura e firme. Ela penetra até além da cortina do Santuário, no qual Jesus entrou por nós, como precursor, feito sumo sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedec”. (Hb 6,19). Que nossa esperança seja verdadeiramente esta âncora firmada em Cristo Jesus, o próprio autor desta virtude tão nobre. Que nossa fé se renove por meio desta esperança e, que ela também desperte em nós um espírito de caridade, afim de que voltemos um olhar amoroso para o nosso próximo. Assim, em comunhão com as três virtudes teologais, tenhamos a certeza de que podemos esperar no Senhor.

            “Espera no Senhor! Mesmo quando a vida pedir de ti mais do que podes dar e o cansaço já fizer teu passo vacilar. Espera no Senhor! Mesmo se a solidão teu peito machucar e te der vontade de ir embora e tudo abandonar. Espera no Senhor”!

 

José Antônio Júnior de Sousa

Pastoral da Comunicação

AVISOS PAROQUIAIS

 

 

 

 

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Dias e Horários de Missas e Atendimentos em nossa Paróquia

Confissões:

De Segunda a Sexta-Feira - das 9h às 11h

(Com Agendamento)

 

 


Santíssimo Sacramento:
Quinta-feira:
* 7h - Missa
* Adoração ao longo de todo o dia.
* 18h45 - Bênção, seguida de Missa.



 

 

Santa Missa - Igreja Matriz

-Domingo-

7h - Com Senha

9h - Com Senha

11h - Com Senha

16h - Com Senha

19h - Com Senha

(Missa das 19h será transmitida também pela página da Paróquia no Facebook)

 

-De Terça a Sexta-Feira-

19h - Ordem de Chegada

(Missa das 19h será transmitida também pela Rádio Transmineral (92.7))

 

-Sábado-

16h - Com Senha

19h - Com Senha

 

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